quarta-feira, 10 de dezembro de 2008



E terminamos o ano com algumas boas realizações:

Apresentação de Bi-do no Festival Internacional do Campo Limpo

Prêmio do Edital de Montagem do Ponto de Cultura de Diadema, para Ofélia.

Prêmio do Edital de Circulação do Ponto de Cultura de Diadema, para Alecrim.

Ano que vem, teremos mais de 05 estréias para divulgar por aqui.

Até lá!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A-5087


Pesquisa do Espetáculo

INTERPRETAÇÃO

O espetáculo A-5087 surge como resultado direto de uma pesquisa vocal.
Começamos com uma pergunta: “É possível criar a partir de um trabalho vocal, um corpo e um agir coesos, lógicos e verossímeis?” Ou seja, “É possível criar um personagem plausível a partir da voz.”?

Decidimos utilizar uma matriz vocal que havíamos descoberto durante o processo anterior, mas que não tinha ainda sido utilizada.

Permitindo a livre movimentação física e após, improvisações com temas dados, conseguimos definir quais as estruturas musculares trabalhadas, o que a matriz vocal exigia e fornecia ao mesmo tempo.

Continuando esse processo constatamos que o corpo criado possuía ações, reações e tempo-ritmo próprios. Havia toda uma estrutura corporificada verossímil.

Se fôssemos colocar esse trabalho num plano horizontal seria mais ou menos assim:


MATRIZ VOCAL -> CORPO VOCAL -> AÇÕES/REAÇÕES -> PERSONAGEM


Foi só após esse trabalho, que inspirados pelos resultados, decidimos o tema que trabalharíamos para esse personagem, qual seria o tema do nosso próximo espetáculo.




Proposta Artística



ATUAÇÃO

Criar o equivalente físico de uma mulher anã.
De acordo a sua história, criar ações físicas que refiram á sua condição de artista famosa que sofreu torturas e que foi utilizada como cobaia.

TEXTO

Apresentar a vida real de Perla Orvitz, artista anã, judia, famosa em sua mocidade, que sobreviveu ao Holocausto.
Dar ênfase a sua vida no campo de concentração, e demonstrar o raciocínio de quem sempre enfrentou dificuldades devido as suas características físicas, e que conseguiu transformar o “diferente” em “diferencial”, tanto na vida artística como na luta pela sobrevivência.

CENÁRIO

Não haverá cenários, mas uma ambientação; criar a ilusão de um auditório onde o público irá ouvir a palestra de uma sobrevivente.

FIGURINO

Algo que seja funcional, e esteticamente referente á condição e ao gosto da personagem.
Trabalhar com os conceitos de roupas de baile, trajes de apresentações de artistas dos anos 30/40.

ILUMINAÇÃO

Propor através cores e texturas, o interior da personagem. Fortalecer a idéia do texto.
Revelar o que a personagem sente, ou sentiu, através da luz.

SONOPLASTIA

Não utilizar sonoplastia mecânica.
Buscar texturas sonoras, executadas pela atriz, que possam promover o imaginário do espectador, e induzi-lo ao contexto do espetáculo.
Desenvolver ações vocais que tragam uma bagagem enorme de símbolos, tais como: o Pária, a Vedete vaidosa, o Sobrevivente, e outros.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

FESTCAL


Festival Nacional de Teatro do Campo Limpo


Esse ano o III FESTCAL receberá 33 grupos de diversas linguagens, estéticas e de outras cidades do país; espetáculos que serão apresentados gratuitamente nos CEU’S (Centros Educacionais Unificados) Campo Limpo, Feitiço da Vila e Casablanca, em ruas e praças do bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo. A população também terá acesso gratuito aos ônibus disponíveis para o FESTCAL, que circularão pelos bairros do Campo Limpo, Capão Redondo e Vila Andrade. Além de palestras e oficinas com artistas e pesquisadores que tem importante contribuição para o teatro nacional: Antonio Rogério Toscano, Bete Dorgam, Newton Moreno, Márcio Vinicius, Tiche Viana, Antonio Araújo, Alexandre Matte e Marcelo Bones. Uma vivência que jamais será esquecida!


10/SET Bi-Do

Grupo Curupira

CEU Campo Bi-do (Dança-teatro)


GRUPO CURUPIRA (São Bernardo do Campo – SP)

Espetáculo solo de Butoh.


O que podemos atingir, quando o alvo somos nós mesmos?


Dramaturgia e Direção: Ronaldo Ventura

Interpretação: Érica Rabelo

10 de setembro (Quarta) – 20h

CEU Campo Limpo

CENSURA: 16 ANOS DE IDADE

CEU CAMPO LIMPO: Estrada Carlos Lacerda, 678

- Campo Limpo

Lotação: 450 lugares

terça-feira, 22 de julho de 2008

Alecrim

No dia 07 próximo, começaremos uma série de apresentações que fechamos com o Ponto de Cultura de Diadema. Serão seis ao todo. Em dois meses.
Muito bacana. Vamos visitar lugares que o teatro não chega e as pessoas não saem... de medo, de preguiça, porque não tem nada melhor para fazer...

Vamos ver no que vai dar...


Também fechamos um acordo para a montage de Ofélia. Mas isso é uma outra história...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Alecrim - pesquisa


Quando eu perguntei para a Mariane sobre o que ela queria falar, ela disse: "memória e morte"


Devido a esse pedido foi que aconteceu o processo a seguir: Em primeiro lugar foi pedido que a atriz se lembrasse de algumas ações físicas de sua infância. Essas ações foram catalogas e corporificadas. E após termos um número razoável de ações foi pedido que as unisse e criasse uma Partitura.

Após esse trabalho, foi apresentado o texto, que foi escrito em cima das impressões que as ações isoladas traziam.

Quando a partitura e o texto já estavam corporificados, iniciamos o trabalho vocal.

O trabalho vocal também partiu da memória. Foi pedido que a atriz se lembrasse de algumas vozes que ouviu quando criança. Essas vozes foram catalogadas e depois testadas com o texto. Foram escolhidas algumas e assimiladas.

E assim, temos Alecrim. Onde a atriz , em cena, repete uma série de ações físicas, que no caso são "relatos físicos da sua memória de infância", alinhavadas com uma partitura vocal especifica, criando assim a ilusão necesária para que aconteça o espetáculo.


A questão da "morte" foi trabalhado no texto.

terça-feira, 20 de maio de 2008

PETRÓPOLIS

Estamos indo!

Vamos apresentar 03 peças, dar um curso e o Ronaldo ainda vai ser jurado do Festival!


Mas que beleza!!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Âmbar - temática e estética

"O espetáculo Âmbar surgiu da nossa necessidade de trabalhar com algumas diretrizes propostas por Eugênio Barba: o Equilibrio e a Oposição.Criamos alguns exercícios até entender fisicamente esses conceitos. Ao entender resolvemos manipulá-los. Com temas dados, criamos uma série de figuras (imagens) que chamamos de matrizes. Ao ver o resultado, foi necessário ter uma história para se contar, foi escolhido o mito de Electra.A estética teve como base o teatro Nô. Tanto na composição espacial, cênica e dramatúrgica.Criamos como espaço cênico o corredor do palco do teatro clássico japonês, como uma referência ao estado de transição que a personagem se encontra. Ela vem de uma situação e vai para outra. Ela era uma princesa e vai se tornar assassina.Uma das características do teatro Nô é a realização de uma dança para expressar sentimentos ou um ato grandioso, foi o que fizemos no momento em que ela se "sacrifica", quando ela deixa o passado, abandona suas crenças e sua vida atual para virar "...a chama viva da vingança".No apecto dramatúrgico, a estrutura do Nô também aparece, quando a personagem se apresenta, quando ela expôe sua condição e seu dilema e na questão religiosa.O Nô existe no espetáculo, mas ele aparece sutilmente. "

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Virada Cultural - SBC

Vamos apresentar Âmbar na Virada Cultural de São Bernardo do Campo.

Dia 18.

Câmara de Cultura.


Venha!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Nós vamos festejar os 30 anos do Teatro Abilio Pereira de Almeida.


Foi nesse teatro que estreamos!


Você está convidado!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Diário de Trabalho

V


Maracatu! Maracatu! Maracatu!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O que estamos fazendo hoje:


Ofélia – Primeiro trabalho solo da atriz Mari Helena Caetano.

“Samba” (nome provisório) – Primeiro trabalho solo do ator Celso Pobre Cão Arrependido.

O que Raven viu e nunca contou – Novo possível trabalho solo da atriz Erica Rabelo.

“Sonhos” (nome provisório) – Um estudo paralelo para um novo trabalho da atriz Erica Rabelo.

Kafka-Hamlet – Projeto de grupo. Com Mariane Ribeiro, Mari Helena Caetano e Erica Rabelo.

“Maracatu” (nome provisório) – Projeto de grupo. Com Mari Helena Caetano, Erica Rabelo e Sergio Pessoa.
Diário de Trabalho

IV


Acumulado dos últimos ensaios.

Maracatu, desenvolvimento dos movimentos e suas variações no tempo e no espaço e com qualidades de Dançarina e de guerreiro.

terça-feira, 18 de março de 2008

Diário de Trabalho


III


16/03


Só Maracatu.

Apropriação de gestos, ações e trabalho com as energias de Dançarina e de Guerreiro.

sexta-feira, 14 de março de 2008

"Para aqueles que não são capazes de crer, existem os ritos; para aqueles que não são capazes de inspirar respeito por si mesmos, existe a etiqueta; para aqueles que não se sabem vestir, existe a moda; para aqueles que não sabem criar, existem as convenções e os clichés. É por isso que os burocratas amam os cerimoniais; os padres, os ritos; os pequeno-burgueses, as conveniências sociais; os galanteadores, a moda; e os atores, as convenções teatrais, os estereótipos e um inteiro ritual de ações cénicas."


Konstantin Stanislavski

segunda-feira, 10 de março de 2008

Diário de Trabalho – Grupo


I


Começamos algo com três linhas de frente, que espero que chegue a um lugar comum:

Danças Brasileiras, Equilíbrio de bastão e Mímica.

E também um começo de trabalho de propriocepção.


Danças Brasileiras: Introdução ao Maracatu Nação, Coco e Carimbó.

Equilíbrio de bastão: Introdução, com ênfase em 6 pontos de apoio.

Mímica: Introdução, decupagem de Decroux e um pouco de história.


Sobre a propriocepção, não tem muito o que dizer, é mais um treinamento básico que algo que se tornará outra coisa.

Começamos no dia 02/03







II


09/03

Danças Brasileiras: Foi só Maracatu, estávamos empolgados.

Equilíbrio: Nenhuma novidade, apenas acrescentamos uma parte lúdica no final.

Mímica: Decupagem, Andar 1 e 2, Introduçãoao conceito de Distância evidenciada pelo corpo ( Tomachevski) (mas sem teoria).


Estão melhores em propriocepção....

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Primeiro post...

Como primeiro post, gostaria de começar com as palavras de um Mestre:


“E a platéia acreditará nos sonhos do teatro
se considera-los de fato como sonhos.

E não como meros decalques da realidade.”


Antonin Artaud