
Quando eu perguntei para a Mariane sobre o que ela queria falar, ela disse: "memória e morte"
Devido a esse pedido foi que aconteceu o processo a seguir: Em primeiro lugar foi pedido que a atriz se lembrasse de algumas ações físicas de sua infância. Essas ações foram catalogas e corporificadas. E após termos um número razoável de ações foi pedido que as unisse e criasse uma Partitura.
Após esse trabalho, foi apresentado o texto, que foi escrito em cima das impressões que as ações isoladas traziam.
Quando a partitura e o texto já estavam corporificados, iniciamos o trabalho vocal.
O trabalho vocal também partiu da memória. Foi pedido que a atriz se lembrasse de algumas vozes que ouviu quando criança. Essas vozes foram catalogadas e depois testadas com o texto. Foram escolhidas algumas e assimiladas.
E assim, temos Alecrim. Onde a atriz , em cena, repete uma série de ações físicas, que no caso são "relatos físicos da sua memória de infância", alinhavadas com uma partitura vocal especifica, criando assim a ilusão necesária para que aconteça o espetáculo.
A questão da "morte" foi trabalhado no texto.
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