
Pesquisa do Espetáculo
INTERPRETAÇÃO
O espetáculo A-5087 surge como resultado direto de uma pesquisa vocal.
Começamos com uma pergunta: “É possível criar a partir de um trabalho vocal, um corpo e um agir coesos, lógicos e verossímeis?” Ou seja, “É possível criar um personagem plausível a partir da voz.”?
Decidimos utilizar uma matriz vocal que havíamos descoberto durante o processo anterior, mas que não tinha ainda sido utilizada.
Permitindo a livre movimentação física e após, improvisações com temas dados, conseguimos definir quais as estruturas musculares trabalhadas, o que a matriz vocal exigia e fornecia ao mesmo tempo.
Continuando esse processo constatamos que o corpo criado possuía ações, reações e tempo-ritmo próprios. Havia toda uma estrutura corporificada verossímil.
Se fôssemos colocar esse trabalho num plano horizontal seria mais ou menos assim:
MATRIZ VOCAL -> CORPO VOCAL -> AÇÕES/REAÇÕES -> PERSONAGEM
Foi só após esse trabalho, que inspirados pelos resultados, decidimos o tema que trabalharíamos para esse personagem, qual seria o tema do nosso próximo espetáculo.
Proposta Artística
ATUAÇÃO
Criar o equivalente físico de uma mulher anã.
De acordo a sua história, criar ações físicas que refiram á sua condição de artista famosa que sofreu torturas e que foi utilizada como cobaia.
TEXTO
Apresentar a vida real de Perla Orvitz, artista anã, judia, famosa em sua mocidade, que sobreviveu ao Holocausto.
Dar ênfase a sua vida no campo de concentração, e demonstrar o raciocínio de quem sempre enfrentou dificuldades devido as suas características físicas, e que conseguiu transformar o “diferente” em “diferencial”, tanto na vida artística como na luta pela sobrevivência.
CENÁRIO
Não haverá cenários, mas uma ambientação; criar a ilusão de um auditório onde o público irá ouvir a palestra de uma sobrevivente.
FIGURINO
Algo que seja funcional, e esteticamente referente á condição e ao gosto da personagem.
Trabalhar com os conceitos de roupas de baile, trajes de apresentações de artistas dos anos 30/40.
ILUMINAÇÃO
Propor através cores e texturas, o interior da personagem. Fortalecer a idéia do texto.
Revelar o que a personagem sente, ou sentiu, através da luz.
SONOPLASTIA
Não utilizar sonoplastia mecânica.
Buscar texturas sonoras, executadas pela atriz, que possam promover o imaginário do espectador, e induzi-lo ao contexto do espetáculo.
Desenvolver ações vocais que tragam uma bagagem enorme de símbolos, tais como: o Pária, a Vedete vaidosa, o Sobrevivente, e outros.
INTERPRETAÇÃO
O espetáculo A-5087 surge como resultado direto de uma pesquisa vocal.
Começamos com uma pergunta: “É possível criar a partir de um trabalho vocal, um corpo e um agir coesos, lógicos e verossímeis?” Ou seja, “É possível criar um personagem plausível a partir da voz.”?
Decidimos utilizar uma matriz vocal que havíamos descoberto durante o processo anterior, mas que não tinha ainda sido utilizada.
Permitindo a livre movimentação física e após, improvisações com temas dados, conseguimos definir quais as estruturas musculares trabalhadas, o que a matriz vocal exigia e fornecia ao mesmo tempo.
Continuando esse processo constatamos que o corpo criado possuía ações, reações e tempo-ritmo próprios. Havia toda uma estrutura corporificada verossímil.
Se fôssemos colocar esse trabalho num plano horizontal seria mais ou menos assim:
MATRIZ VOCAL -> CORPO VOCAL -> AÇÕES/REAÇÕES -> PERSONAGEM
Foi só após esse trabalho, que inspirados pelos resultados, decidimos o tema que trabalharíamos para esse personagem, qual seria o tema do nosso próximo espetáculo.
Proposta Artística
ATUAÇÃO
Criar o equivalente físico de uma mulher anã.
De acordo a sua história, criar ações físicas que refiram á sua condição de artista famosa que sofreu torturas e que foi utilizada como cobaia.
TEXTO
Apresentar a vida real de Perla Orvitz, artista anã, judia, famosa em sua mocidade, que sobreviveu ao Holocausto.
Dar ênfase a sua vida no campo de concentração, e demonstrar o raciocínio de quem sempre enfrentou dificuldades devido as suas características físicas, e que conseguiu transformar o “diferente” em “diferencial”, tanto na vida artística como na luta pela sobrevivência.
CENÁRIO
Não haverá cenários, mas uma ambientação; criar a ilusão de um auditório onde o público irá ouvir a palestra de uma sobrevivente.
FIGURINO
Algo que seja funcional, e esteticamente referente á condição e ao gosto da personagem.
Trabalhar com os conceitos de roupas de baile, trajes de apresentações de artistas dos anos 30/40.
ILUMINAÇÃO
Propor através cores e texturas, o interior da personagem. Fortalecer a idéia do texto.
Revelar o que a personagem sente, ou sentiu, através da luz.
SONOPLASTIA
Não utilizar sonoplastia mecânica.
Buscar texturas sonoras, executadas pela atriz, que possam promover o imaginário do espectador, e induzi-lo ao contexto do espetáculo.
Desenvolver ações vocais que tragam uma bagagem enorme de símbolos, tais como: o Pária, a Vedete vaidosa, o Sobrevivente, e outros.
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